
Ousa Pensar! Edição 2026-2027
Na 7.ª edição do ciclo de conferências do Ousa Pensar mantemos a proposta de envolver os alunos numa discussão filosófica que lhes permita mobilizar e ampliar os conhecimentos já adquiridos. No entanto, para além das sessões a distância, propomos também um conjunto de sessões presenciais, limitadas às possibilidades de deslocação dos palestrantes.
SESSÕES A DISTÂNCIA
Sessões às terças e quintas-feiras, às 10h15 e às 14h30, em novembro de 2026 e janeiro de 2027, através da plataforma Zoom. Estas sessões, gratuitas para as escolas, estão organizadas sob a forma de conferência, supondo, no momento da inscrição, a indicação de um conjunto de questões que os alunos gostariam de ver respondidas.
Sobre a Inutilidade da Filosofia, por Artur Galvão
Artur Ilharco Galvão é professor auxiliar convidado na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa. Aí leciona, entre outras disciplinas, as de epistemologia, filosofia da ciência, filosofia da linguagem e investigação orientada I e II. É investigador no Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos, onde tem trabalhado nos âmbitos da racionalidade, virtudes e verdade. É membro da direção da Revista Portuguesa de Filosofia e integra a equipa coordenadora do 1º Ciclo em Filosofia.
Sessão online | Data e horário a indicar
Título a indicar, por Luís Veríssimo
Luís Veríssimo é licenciado em Filosofia – Ramo Educacional e Doutorado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor de Filosofia do Ensino Secundário.
Autor de manuais escolares e outros materiais didáticos para a disciplina de Filosofia.
Sessão online | 14 janeiro 2027 | 10h15
Título a indicar, por Nuno Fadigas
Sessão online | 21 janeiro 2027 | 10h15
Questões de Estética e Filosofia da Arte (a especificar), por Sílvia Bento
Sílvia Bento é Professora Auxiliar do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde tem vindo a lecionar, desde 2014, as disciplinas de Estética e Filosofia da Arte, e, ainda, de Filosofia Moderna. É, também, membro integrado do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. É autora do livro “O Pensamento Estético de Theodor W. Adorno: Um estudo em torno das relações entre Filosofia, Arte e Subjetividade” (coleção Estética, Política e Artes – FLUP, 2023) e do artigo “Beyond the Ancient and the Modern: Thinking the Tragic with Williams and Kitto” (Topoi, 2024).
SESSÕES PRESENCIAIS
Sessões a agendar em função da disponibilidade dos dinamizadores.
O registo do interesse deve ser realizado neste formulário. A APF fará o contacto subsequente para se estabelecer dia e hora da sessão.
Polarização e Populismo – Desafios Contemporâneos, por Bruno Ribeiro Bré e Pedro Ferreira
Área geográfica: Área Metropolitana do Porto (AMP)
Meses preferenciais: 2027
As sociedades democráticas contemporâneas encontram-se, hoje, sujeitas a desafios múltiplos e poliédricos. Face à fragmentação do espaço público democrático e ao papel preponderante que os meios digitais têm vindo a assumir também no contexto escolar, esta atividade procura envolver os alunos a analisar e a discutir a relação existente entre polarização política e populismo, no sentido de incentivar ao debate crítico e rigoroso em torno destes fenómenos.
Para tal, é discutida a polarização política nas suas dimensões ideológica e afetiva, problematizando-se os seus diversos matizes e variações diagramáticas contemporâneas. Paralelamente, o populismo é trabalhado como uma estratégia de mobilização política que assenta na dinâmica de antagonização entre “nós” e “eles”, e na concentração do poder na figura do líder. Deste modo, consideramos possível perspetivar de que modo estes dois fenómenos se podem constituir como um risco para a democracia, procurando elencar um conjunto de propostas de mitigação das repercussões negativas identificadas.
Bruno Ribeiro Bré é doutorando em Filosofia (Departamento de Filosofia, FLUP), com Bolsa FCT (DOI: https://doi.org/10.54499/2023.04769.BD), com um projeto sobre o fenómeno político do populismo, sob a orientação de Paula Cristina Pereira. Integra, desde 2023, o Research Group Philosophy & Public Space, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (RG PPS/IF-UP). No âmbito da sua Bolsa FCT, realizou um período de formação complementar na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne, sob a supervisão de Mme. Magali Bessone, e um período de formação complementar na Université de Liège, sob a supervisão de M. Edouard Delruelle. Foi membro integrante do painel de avaliação de ciclos de estudo em funcionamento pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). Em 2022, participou numa mesa-redonda desenvolvida no âmbito do projeto DITE – Diverse Internationalisation of Teacher Education (sob a orientação de Maria João Couto, investigadora integrada do PPS). Concluiu a Licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2017-2020) e o Mestrado em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário (2020-2022), também na mesma Faculdade.
Pedro Ferreira é doutorando no Programa Doutoral em Filosofia da Universidade do Porto e investigador-bolseiro no grupo de investigação Philosophy and Public Space do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. Em 2022, foi-lhe atribuída uma bolsa de investigação pelo Instituto de Filosofia (Ref. 2022/55) e, desde janeiro de 2025, é bolseiro de doutoramento FCT, com o projeto Polarização social e política e espaço público contemporâneo – que relação? (Ref. 2024.01679.BD). Anteriormente, licenciou-se em Filosofia, concluiu o mestrado em Ensino de Filosofia e exerceu funções como professor de Filosofia no ensino secundário. Os seus principais interesses de investigação incluem a Filosofia Social e Política, a Filosofia da Cidade, a Ética, a Educação e o Cinema.
A democracia precisa de filósofos? Pensar a desinformação num tempo de inteligência artificial, por Isabel Bernardo
Área geográfica: Mira, Montemor-o-Velho, Coimbra e Lousã
Meses preferenciais: janeiro e fevereiro de 2027
Num tempo em que a inteligência artificial acelera a produção e circulação de informação, torna-se cada vez mais difícil distinguir factos, opiniões, manipulações e falsas evidências. Esta sessão propõe uma reflexão filosófica sobre a relação entre democracia, desinformação e inteligência artificial, partindo de uma pergunta simples: a democracia precisa de filósofos? A partir de exemplos próximos da experiência dos alunos — redes sociais, notícias, imagens geradas por IA, discursos públicos e algoritmos de recomendação — serão discutidas questões centrais da Filosofia: o que é saber? Como distinguimos verdade e aparência? Que responsabilidades temos quando comunicamos, partilhamos ou acreditamos em informação? Que condições tornam possível uma deliberação democrática livre e esclarecida?
Isabel Bernardo
Doutorada na área da didática da Filosofia, tem participado e dinamizado projetos e eventos, nacionais e internacionais, sobre a relação entre a IA e a Educação.
Hospitalidade, migrações e direitos humanos, por Teresa Morais
Área geográfica: Alijó, Murça, Sabrosa e Vila Real
Meses preferenciais: novembro e dezembro de 2026
Milhões de pessoas atravessam fronteiras por causa da guerra, da pobreza, da perseguição, das alterações climáticas ou da simples procura de uma vida mais digna. Perante quem chega, falamos muitas vezes de migrações, de segurança, de legalidade ou de economia. Mas há uma questão filosófica que nos interpela: o que devemos uns aos outros enquanto seres humanos?
A ideia de hospitalidade parece, à primeira vista, simples: acolher quem vem de fora. No entanto, quando pensamos melhor, surgem dificuldades. Devemos acolher todos? Há limites para a hospitalidade? Os deveres de um Estado para com os seus cidadãos podem justificar a recusa de entrada a quem procura proteção? E quando a defesa das fronteiras entra em tensão com os direitos humanos, o que deve prevalecer?
E o que dizer da rejeição do estrangeiro, não enquanto estrangeiro, mas sobretudo o estrangeiro pobre? Se assim for, então a questão das migrações não é apenas política ou cultural; é também uma questão de justiça, de dignidade e de reconhecimento moral.
E, se acolher implica também escutar, compreender e traduzir a experiência do outro, estaremos verdadeiramente disponíveis para essa exigência? Poderá uma sociedade afirmar os direitos humanos como universais e, ao mesmo tempo, fechar-se à vulnerabilidade daqueles que mais precisam deles?
Teresa Morais é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em Relações Interculturais pela Universidade Aberta. Professora de Filosofia no Ensino Secundário desde 1986. Formadora de professores desde 1997 nas áreas da Educação Intercultural, Aprendizagem Cooperativa, Avaliação Formativa e Pensamento Crítico. Membro do grupo WebPACT da UTAD e do Laboratório de Pensamento Crítico da Unidade de Aprendizagem e Desenvolvimento da UTAD. Tem publicações sobre aprendizagem cooperativa, pensamento crítico, estratégias de promoção das capacidades argumentativas e autorregulação das aprendizagens.
ORGANIZAÇÃO
À Apf compete assegurar:
– a articulação com os dinamizadores e respetiva deslocação, quando aplicável
– os procedimentos na plataforma Zoom e o envio de informações complementares e dos acesso às sessões online (entre 96 a 72h antes da respetiva sessão), quando aplicável
– o envio de lembrete às escolas inscritas até ao final do dia anterior à realização de cada sessão
À escola compete assegurar:
– a ligação à Internet
– a qualidade do som em sala ou um espaço adequado para uma sessão presencial
– a organização dos alunos/das turmas participantes
– a sensibilização dos alunos para a sessão.
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