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Ciclo temático O trabalho filosófico: partilha de práticas | online


EDIÇÃO 2021

CHAMADA DE TRABALHOS

A APF lança a terceira edição do evento “O trabalho filosófico: partilha de práticas” que decorrerá em novembro de 2021 em regime não presencial por vídeo-conferência na plataforma Zoom. Estão previstas quatro sessões, com a duração de uma 1h30min cada. Em cada sessão haverá lugar a duas intervenções e discussão das mesmas.

A Apf desafia todos os professores a apresentar experiências, práticas ou recursos subordinados ao tema O trabalho filosófico: experiências em ensino híbrido.

Cada proposta deverá ter um título, o(s) autore(s), o nome da escola de implementação, um resumo até 250 palavras e um pequeno resumo biográfico dos autores.

O envio das propostas deverá ser efetuado para o endereço institucional da Apf – apfilosofia@sapo.pt até 10 de setembro de 2021. No assunto da mensagem deve ser expressamente referido “O trabalho filosófico – submissão de proposta”. A informação solicitada deve estar contida no corpo da mensagem eletrónica.

Serão selecionadas quatro propostas que se juntarão a outras quatro propostas já selecionadas pela APF (ver infra). Os autores serão informados das propostas selecionadas até dia 30 de setembro de 2021.

 

Calendarização: a definir em breve

Inscrições: a abrir em setembro de 2021

 

Propostas já selecionadas

As dimensões estética e religiosa – dois desafios para uma experiência de aprendizagem em autonomia

Esta atividade procura constituir-se num espaço para os alunos aplicarem todas as competências e capacidades desenvolvidas ao longo dos dois anos letivos dedicados à aprendizagem das metodologias do trabalho filosófico. Partindo do interesse dos alunos, na seleção da dimensão a trabalhar, e baseada na aprendizagem cooperativa, a atividade é estruturada numa lógica de rotatividade dos alunos por diferentes grupos (pares, pequeno e grande grupos), espaços (dentro e fora da sala de aula) e recursos (físicos e digitais), de acordo com as necessidades e visando o objetivo claramente definido – uma aprendizagem significativa.   A avaliação do trabalho acompanha esta diversidade, focando-se tanto no processo como no resultado. Está orientada para três momentos específicos: a apresentação oral, a articulação dos trabalhos individuais entre si e para uma experiência coletiva final, a definir pelos alunos.

 

Ana Bela Marques é Licenciada pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, professora de Filosofia desde 1992 e professora bibliotecária desde 2005. Pós-graduada em Administração e Gestão Educacional, pela Universidade Aberta. Já desempenhou cargos de animadora cultural, coordenadora de projetos, coordenadora de departamento, diretora de turma e membro do Conselho Pedagógico e da SADD. Coordenadora do projeto “Eu Sou Capaz (mestre escola)”, apoiado pela Gulbenkian, participou em projetos do Graal (Comunidade Internacional de Mulheres). Tem desenvolvido atividades de Filosofia Para (Com) as Crianças. Desde há muitos anos interessada na renovação da Escola em Portugal, participou na comunidade de aprendizagem José Pacheco. Atualmente, é a responsável pela candidatura ao projeto Escolas Ubuntu e pertence ao grupo coordenador do PADDE, do seu agrupamento, o Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho – Golegã (Santarém).

 

 

As aventuras do Eustáquio pela Filosofia online

Manter a atenção e o interesse dos alunos, garantir a aprendizagem e providenciar uma avaliação fidedigna são preocupações constantes de quem se dispõe a fazer uma viagem pelo ensino de qualquer matéria. Mude-se o contexto, os meios disponíveis e PREocupação agiganta-se. Nesta breve comunicação proponho-me partilhar o modo como o processo de ensino-aprendizagem online me obrigou a repensar a minha Ocupação enquanto professora de Filosofia, desde as estratégias de motivação até à avaliação. Fá-lo-ei utilizando como exemplo a abordagem ao problema do livre-arbítrio, com o intuito de expor à discussão opções pessoais ainda muito intuitivas e, numa certa perspetiva, experimentais, que, espero, ganharão com a análise crítica daqueles que estejam dispostos a essa partilha.

 

Ana Rita Duarte é licenciada em Filosofia, pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, e em Biologia Celular e Molecular, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Pós-graduada em Estética e Filosofia da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e em Neurociências, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Professora de Filosofia desde 1999, lecionou em várias escolas públicas da região de Lisboa e Vale do Tejo, até ao ano de 2014. Desde 2015 leciona Filosofia e Psicologia no Colégio Campo de Flores, em Almada.

 

 

FORA DA CAIXA. Aprender Filosofia em contramão – uma experiência de partilha de aulas online

Making-of da criação e implementação de uma experiência inovadora de realização de aulas online partilhadas na disciplina de Filosofia. Partindo do conceito de “turmas gémeas”, e tendo como “plataforma logística” uma página do facebook concebida como “interface” à imagem de uma rede de metro (com várias “linhas” associadas a diferentes disciplinas filosóficas incluídas nos programas em vigor), o projeto proporciona a realização de aulas, partilhas e reflexões particularmente adequadas à lógica do E@D.

 

Carlos Café, natural de Évora, é professor do quadro da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. Licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1984, concluiu o Mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2006. Foi bolseiro do Ministério da Educação e tem duas obras de vocação didática publicadas. É formador certificado pelo CCPFC em áreas de Filosofia, Educação e Valores. Tem proferido palestras e orientado ações de formação sobre didática da filosofia.   No âmbito do E@D, publicou dois artigos em duas obras coletivas editadas em formato e-book pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, ambas com coordenação de José Matias Alves e Ilídia Cabral: – “7 tweets para uma jovem colega”, in ENSINO REMOTO DE EMERGÊNCIA. Perspetivas pedagógicas para a ação, Porto, 2021. – “Em busca do tempo perdido – Diálogo sobre as tentações do pós-pandemia”, in NO REGRESSO À ESCOLA – Reimaginar e praticar uma gramática generativa e transformacional, Porto, 2021.

 

 

A rede digital na sala de aula

A mudança abrupta do ensino presencial para o E@D veio trazer maior necessidade, para além da consciência, de alterar práticas pedagógicas. Qualquer docente se viu desafiado a captar a atenção dos alunos. Se este já é um desafio cada vez mais acentuado, designadamente em disciplinas como Filosofia, ganhou ainda mais força perante a distância: como fazer com que os alunos não “desliguem”? Aqui trata-se mesmo de desligar, seja no sentido motivacional, seja no sentido literal de “a net caiu”.  Tudo isto nos levou a encontrar, a construir novos caminhos para explorar as aprendizagens delineadas. Essa procura levou-nos a perceber que os dois mundos, presencial e digital, não têm de ser necessariamente separados e faz todo o sentido trazer para a sala de aula as metodologias criadas no E@D. No meu caso, entre várias estratégias destaco a utilização das videoaulas com a seguida aplicação de atividades práticas de análise e discussão de situações/problemas da sociedade e do mundo através de trabalho colaborativo, discussões que se desenvolviam em pequeno grupo com guiões dados pela professora que passavam depois ao grande grupo (turma), com a criação de murais onde expunham as principais conclusões e a criação de fóruns de discussão na Moodle. Tudo com feedback da professora. Isto cativou os alunos e motivou-os de tal forma que a primeira coisa que perguntaram no regresso ao ensino presencial foi se continuaríamos a fazer todas essas atividades.

 

Sílvia Santos Dias é professora de Filosofia nos Salesianos de Manique há 15 anos. Licenciada pela Universidade Nova de Lisboa, lecionou sempre em escolas privadas (Salesianos do Estoril e Colégio Marista de Carcavelos), tendo apenas realizado o estágio na Escola Secundária de Miraflores. Certificada em ‘Filosofia para Crianças, já participou e desenvolveu alguns projetos neste âmbito. Na escola onde se encontra tem desenvolvido alguns projetos e formações e integrado diferentes equipas de trabalho.


EDIÇÃO 2020

Ciclo temático “O trabalho filosófico: partilha de práticas”

A Apf reeditou o desafio lançado em 2019 aos professores de Filosofia para apresentação de experiências, práticas ou recursos no âmbito do ensino da Filosofia, visando reforçar o trabalho colaborativo entre docentes.

Na edição de 2020, as respostas chegaram de Portugal e do outro lado do Atlântico, do Brasil, o que pensamos poder constituir uma oportunidade para conhecer experiências implementadas noutro sistema de ensino. As propostas portuguesas são oriundas de vários pontos do território nacional e sugerem modos muito diversos de implementação do ensino da Filosofia, em regime presencial ou através de Ensino a Distância.

As apresentações decorrerão online, em formato de webinar semanal (segundas-feiras), com a duração de 1h30m, de 9 a 30 de novembro.

Ciclo temático está acreditado na modalidade de “Ação de Formação de Curta Duração” pelo CFAE Beira Mar. Certificado creditado só será emitido para professores do sistema de ensino português. Para outros participantes será emitido um certificado de participação.

 

Sessão 1 | 9 de novembro de 2020 | Das 21h00 às 22h30

Jesuína Barcelos, Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira – Évora 

Humano-Natura: experiência educativa em meio natural. Contributo para prática pedagógica da Filosofia no Ensino Secundário 

Projeto em coautoria, implementado nos anos letivos de 2014/2015 e 2015/2016, visou a consecução de objetivos diversos, tais como, compreender o impacto do meio natural nos processos de raciocínio e do trabalho filosófico; avaliar a evolução na relação humano/natureza e propiciar a formação de uma cidadania sócio-ambiental.

Aulas ministradas em espaços verdes exteriores à escola e progressivamente mais naturais e geograficamente mais distantes propiciaram atividades de investigação e análise que conduziram a conclusões surpreendentes e à realização duma exposição na cidade, resultante duma parceria entre as disciplinas de Filosofia e Desenho, no final do 11º ano.

 

Jesuína Barcelos

Docente no Agrupamento Gabriel Pereira, em Évora. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, iniciou a atividade docente em 1983/1984. Professora de Filosofia (do 10.º ao 12.º anos), também já lecionou Psicologia, Psicossociologia, Área de Integração (Cursos Profissionais) e Cidadania e Profissionalidade (Cursos de Educação e Formação de Adultos). Desempenhou cargos de diretora de turma e coordenadora de departamento.

 

José Augusto Lopes Ribeiro, Agrupamento de Escolas Sá de Miranda – Braga

Atividade filosófica e criatividade 

Tendo como finalidade a clarificação do contexto histórico do surgimento da Filosofia e do papel do filósofo, a propósito da AE ‘Abordagem introdutória à Filosofia e ao filosofar’, serão exploradas metodologias ativas destinadas à promoção da curiosidade dos alunos e à explicação da natureza dos problemas filosóficos, a partir da encenação do Mural de Rafael, Escola de Atenas, e da ‘Alegoria da Caverna’, de Platão.

A AE ‘A ação humana e os valores’ é o pretexto para a proposta de atividades a partir de obras como o filme relativo à obra de Saramago ‘Ensaio sobre a cegueira’ e das personagens de Robinson Crusoe, de Daniel Defoe e Frankenstein, de Mary Shelley. O exercício da reflexão e da análise crítica proporcionadas pela atividade filosófica será ainda ilustrado pela apresentação de outras atividades realizadas a propósito do Dia Mundial da Filosofia e da Semana da Filosofia, tendentes a mobilizar os alunos para a interpretação do mundo e a compreensão do outro, de modo a operacionalizar várias áreas de competência do ‘Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória’.

 

José Augusto Ribeiro

Professor de Filosofia na Escola Secundária Sá de Miranda, em Braga. É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa e é Mestre em Ciências da Educação pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho. Investigador independente com vários trabalhos publicados em Portugal, Brasil e Espanha. Estudioso da Pós-Modernidade, particularmente nas suas implicações com a Educação e com as várias Figuras do Imaginário. Os seus últimos trabalhos, de natureza interdisciplinar, debruçam-se sobre Literatura, Filosofia, Educação, Crítica das Novas Tecnologias e da Cultura Digital.

 

 

Sessão 2 | 16 de novembro de 2020 | Das 21h00 às 22h30

Carlos Café – Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes – Portimão 

Para, escuta e pensa: a Filosofia em podcast

Experiência pedagógica, implementada em 2019/2020 para uso no Ensino a Distância, mas potencialmente utilizável no regime presencial, na qual se disponibilizou aos alunos podcasts em áudio sobre vários conteúdos do programa de Filosofia, sob a forma de episódios, a partir de gravação no telemóvel de textos escritos pelo professor.

Cada podcast apresentou um “wally filosófico” (uma afirmação intencionalmente errada para que os alunos a descubram) e os episódios contemplaram várias possibilidades: “entrevistas” aos filósofos, diálogos imaginados entre filósofos, versão filosófica do “polígrafo” (poderia o filósofo x ou y ter afirmado isto?), simulação de comentários que os filósofos fariam a determinadas notícias, entre outros.

Apresentação do podcast como um dispositivo intuitivo e de fácil acesso, que permite envolver o grupo turma e possibilita a produção pelos próprios alunos, pelo que pode constituir uma nova ferramenta ao serviço da prática letiva com enormes potencialidades didáticas no âmbito das AE de Filosofia, do E@D e do “Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória”.

 

Carlos Café

Natural de Évora, é professor do quadro da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. Licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1984, concluiu o Mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2006. Foi bolseiro do Ministério da Educação e tem duas obras publicadas: “Entre o Prazer e o Dever — Variações em torno da moral Kantiana” (1999) e “Eles não sabem que eu sonho — Um jovem poeta no país da ciência” (2006), trabalho distinguido no Prémio Municipal Rómulo de Carvalho de Ciência e Didáctica. Na área do cinema, frequentou um workshop de escrita de guião para cinema orientada pelo realizador António-Pedro de Vasconcelos. É formador certificado pelo CCPFC nas seguintes áreas: Filosofia, Educação em Filosofia, Educação e Valores, Didática Específica da Filosofia e Educação para a Cidadania. Tem proferido várias palestras e orientado ações de formação sobre didática da filosofia e cinema. É o autor do blogue “A Filosofia vai ao Cinema”.

 

Arlison Alves, Escola Estadual Erico Veríssimo – São Paulo (Brasil)

Clube de leitura: filosofia e literatura, pensar o mundo e a vida

Pesquisar e aprender a ler filosoficamente obras da literatura brasileira e universal existentes na biblioteca escolar é o objetivo de um Clube de Leitura constituído em 2018 e formado por professores e alunos.

A partir de temas e problemas identificados nos livros selecionados, os elementos do clube mobilizam conhecimentos de várias disciplinas e correntes filosóficas para pensar questões relativas à existência humana e ao mundo, promovendo capacidades reflexivas e de produção de ensaios.

 

Arlison Alves

Professor de filosofia, servidor público do Estado de São Paulo/Brasil. Doutorando em Filosofia pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de São Paulo – PPGF-UNIFESP. Mestre em filosofia pela Universidade Federal do ABC. Tem especialização em Ensino de Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos; especialização em Estética: filosofia da arte, pela Universidade Federal do Maranhão; especialização em Ética e Política pelo Instituto de Estudos Superiores do Maranhão. Possui graduação em filosofia pelo Instituto de Estudos Superiores do Maranhão. Membro do Centro de Estudos Nietzsche: Recepção no Brasil – CENBRA.

 

 

Sessão 3 | 23 de novembro de 2020 | Das 21h00 às 22h30

Cecília Tomás – Agrupamento de Escolas Dr. António Augusto Louro – EB1/JI Quinta dos Franceses – Seixal 

Educação Inclusiva com Filosofia para Crianças

A Filosofia com Cinema para Crianças (FcCpC) foi um projeto realizado por uma professora de Educação Especial (com formação inicial na área da Filosofia) e por uma professora do Projeto Fénix (com formação no 1º ciclo) em 2019/2020, com um grupo de alunos do 4.º ano, alguns dos quais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 54/2018 (com medidas universais ou medidas universais e seletivas).

O pensamento crítico foi trabalhado no contexto da Educação Inclusiva a partir de duas abordagens: 1) exploração de sentimentos e emoções para compreensão de ações e comportamentos a partir da sua análise; 2) valorização dos ideais da coragem, da bondade e do altruísmo e da proteção do meio ambiente (sobretudo no decurso do 3.º período, numa dinâmica de Ensino a Distância).

 

Cecília Tomás

Professora de Filosofia e Educação Especial, é licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa, tem Pós-graduação em Educação para a Cidadania e Formação Especializada em Educação Especial. Mestre em Pedagogia do e-learning e doutoranda na área das Ciências da Educação sob a égide dos Desafios Éticos da Internet das coisas, pela Universidade Aberta. Investigadora no Laboratório de Ensino a Distância (LE@D) da Universidade Aberta, dedica-se a investigar as implicações ético-filosóficas nas áreas da Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Web Semântica, Acessibilidade, Open Data e Personalização na educação. Autora de trabalhos académicos tais como “Web semântica e personalização: repercussões da interação semântica com recursos educacionais abertos na identidade virtual do estudante e nos ambientes de aprendizagem online” e “A acessibilidade das Plataformas eLearning em instituições de Ensino Superior Público em Portugal: Contributos Iniciais” e de artigos internacionais dos quais se destaca OER Studies in Portugal – POERUP (Policies for OER Upstake). Participou no livro “Ensinar e Aprender Filosofia no Mundo Digital” (CFUL, 2014), através da escrita de artigos.

 

Marcos Machado, Escola Estadual Professor António Perches Lordello – São Paulo (Brasil)

Tribunal do Júri: ressentimento, vingança e justiça

Sequência didática filosófica enquadrada no Ensino Médio do Brasil e elaborada no âmbito de pesquisa de mestrado (2017/2019), pretende examinar sentimentos presentes na obra ‘Genealogia da Moral’ de Friedrich Nietzsche, através da utilização de recursos elaborados a partir de BD e cinema, entre outros.

A apresentação das atividades desenvolvidas pelos estudantes e dos resultados obtidos poderá potenciar a sua utilização, ainda que necessariamente ajustada às AE de Filosofia em vigor no sistema de ensino português.

 

Marcos Machado

Professor de Filosofia no Ensino Médio (Ensino Secundário) desde 2005. Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do ABC – UFABC, na qual desenvolveu uma pesquisa sobre filosofia e ensino no âmbito do Ensino Médio (Ensino Secundário). Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisa sobre subjetividade e sujeito na filosofia de Nietzsche.

 

 

Sessão 4 | 30 de novembro de 2020 | Das 21h00 às 22h30

Ana Bela Marques, Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho – Golegã (Santarém)

Ensaio filosófico: planificação de uma e-atividade

Apresentação de uma e-atividade apoiada em metodologias ativas (provocadoras da atividade do aluno) e interrogativas (de discussão orientada para objetivos), que visa estimular o desenvolvimento de competências estruturantes da aprendizagem, tais como a compreensão e interpretação da informação e a sua aplicação em contextos específicos, dado ter sido pensada para conjugar diferentes dimensões da aprendizagem integral do aluno, construída de acordo com as AE de Filosofia e o ‘Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória’.

Claramente ilustrativa duma aprendizagem colaborativa (troca de informações e experiências) e do uso de recursos digitais, este webinar pretende mostrar como o desenvolvimento de competências discursivo-argumentativas conduzem à elaboração de um ensaio filosófico e à sua apresentação oral/discussão, no final do ano letivo.

Por outro lado, possibilita o trabalho colaborativo entre docentes e serviços, ao proporcionar uma articulação com a Biblioteca Escolar, concretizada no apoio ao uso dos diferentes recursos físicos e digitais, na avaliação de recursos online e na defesa dos direitos de autor, pelo que constitui uma ferramenta de trabalho útil e profícua.

 

Ana Bela Marques

Licenciada pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, professora de Filosofia desde 1992 e professora bibliotecária desde 2005. Pós-graduada em Administração e Gestão Educacional, pela Universidade Aberta. Já desempenhou cargos de animadora cultural, coordenadora de projetos do Agrupamento, coordenadora de departamento, diretora de turma. Coordenadora do Projeto “Eu Sou Capaz (mestre escola)”, apoiado pela Gulbenkian, participou em projetos do Graal (comunidade internacional de mulheres). Tem desenvolvido atividades de Filosofia Para (Com) as Crianças. Desde há muitos anos interessada na renovação da Escola em Portugal, tem participado na comunidade de aprendizagem José Pacheco.

 

Joaquim Carlos Araújo, Escola Secundária José Afonso – Loures

A Imaginação Material e a Música 

Aula ou sessão de Filosofia aplicada à imaginação e à música, a partir da AE ‘A dimensão estética – análise e compreensão da experiência estética: A criação artística e a obra de arte’.

Proposta de metodologia ativa que pretende motivar para o pensar filosófico numa perspetiva estética e psicológica, a partir das ideias estéticas de Gaston Bachelard sobre a imaginação material, propicia a audição de vários tipos de música e apela a uma reflexão pessoal e de autoconhecimento.

Preferencialmente implementada num espaço amplo como a Biblioteca Escolar ou um auditório, é aplicável a alunos do 10-º ao 12.º anos, em grupos de 30 a 50, e pretende, entre outros objetivos, treinar a atenção; procurar e registar intuições; compreender a interdependência conceito/imagem; repensar as emissões de rádio/podcasts enquanto experiências estéticas para além do simples entretenimento.

 

Joaquim Carlos Araújo

Professor Profissionalizado, Mestre em Filosofia contemporânea e Formador de Formadores (Filosofia e Ensino da Filosofia), conferencista, nasceu em Lisboa em 1962. Possui várias obras editadas na área da Didática e Pedagogia, Ensaio Filosófico e artigos dispersos em revistas da especialidade versando, na sua maior parte, a área da Fenomenologia. Prémio  de Revelação APE/IPBL (1995) – Ensaio Literário, A Filosofia Trágica da Vida. É atualmente professor do Ensino Secundário em Loures.


EDIÇÃO 2019

Ciclo temático “O trabalho filosófico: partilha de práticas”  | Edição 2019

 

A implementação generalizada das Aprendizagens Essenciais, o regime de autonomia e flexibilidade curricular e a defesa da importância da natureza articulada das aprendizagens apelam a novas práticas docentes. O trabalho colaborativo, nomeadamente através da partilha de dispositivos didáticos construídos pelos professores, é um caminho possível, e desejável, a percorrer.

É neste contexto que a Apf desafiou os professores de Filosofia a apresentar experiências, práticas ou recursos no ciclo temático O trabalho filosófico: partilhar práticas.

A apresentação decorrerá online, na modalidade de webinar. Cada uma destas sessões (num total de quatro) tem a duração de uma hora e decorrerá, previsivelmente de 28 de outubro a 18 de novembro de 2019.

                       

Sessão 1 | 21h-22h
28 de outubro de 2019

Teresa Morais, Escola Secundária São Pedro – Vila Real

A controvérsia construtiva como dispositivo didático-pedagógico promotor de competências argumentativas

A controvérsia construtiva é um método de aprendizagem cooperativa com potencial epistémico adequado às finalidades das aprendizagens essenciais da disciplina de filosofia, ao contribuir para o desenvolvimento de competências argumentativas, constituindo-se como um laboratório de aprendizagem do filosofar.

Em grupos cooperativos de quatro elementos, os alunos estudam um problema filosófico, clarificam os conceitos, identificam e avaliam as teorias e os argumentos, discutem, comparam e criticam, culminando o processo na assunção de uma posição pessoal fundamentada.

O confronto entre diferentes perspetivas, a discussão crítica e a exigência de contra argumentação, inerentes à controvérsia construtiva, promove nos alunos a formulação de bons argumentos e a modificação da sua posição sempre que as razões sejam suficientes.

Este processo (argumentar e contra-argumentar sobre a mesma questão) conduz a uma maior consciencialização da posição pessoal dos alunos, contribui para aumentar a clareza e a precisão do seu pensamento e torna-os pensadores críticos e reflexivos.

Neste webinar, apresentamos a sintaxe do método, as suas potencialidades como forma de estruturar a discussão de problemas filosóficos em pequenos grupos e os resultados já alcançados da sua aplicação.

 

Teresa Morais

Professora de Filosofia no Ensino Secundário desde 1986. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em Relações Interculturais pela Universidade Aberta.

Formadora de professores desde 1997 nas áreas da Educação Intercultural, Aprendizagem Cooperativa, Avaliação Formativa e Pensamento Crítico.

Membro do grupo WebPACT da UTAD e do Laboratório de Pensamento Crítico da Unidade de Aprendizagem e Desenvolvimento da UTAD.

Áreas de interesse: aprendizagem cooperativa, pensamento crítico, estratégias de promoção das capacidades argumentativas.

 

 

Sessão 2  | 21h-22h
04 de novembro de 2019

Graça Lopes, Agrupamento de Escolas de Lousada (intervenção 1)

Maria João Moutinho, Agrupamento de Escolas de Lousada (intervenção 2)

A cooperação como inovação pedagógica

A interdependência positiva aumenta significativamente o impacto nas aprendizagens. Os alunos desenvolvem uma grande autonomia e  uma atitude ativa na construção do conhecimento, favorecendo a consolidação do pensamento crítico. Neste contexto, o professor exerce o papel de facilitador da aprendizagem, monitorizando os grupos.

Na controvérsia académica um aluno inicia o processo com a apresentação do tema-problema e da tese que o grupo vai defender. Outro discente, do mesmo grupo, apresenta um argumento que serve de alavanca para a dialética, permitindo que outro aluno do grupo oponente apresente a sua tese conforme a teoria a defender pelo mesmo, seguindo-se os argumentos e os contra-argumentos.

 

Graça Lopes

Licenciada em Filosofia (1986), concluiu o Mestrado em Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa, em 1999, na Universidade do Minho. Profissionalização em regime de voluntariado, em 1991, pela Universidade Aberta (Curso de Qualificação em Ciências da Educação). Professora na Escola Secundária de Lousada, coordenou vários projetos: “Gabinete de Apoio ao Aluno” (2006), “Escola de Pais” (2007-2016) e “Filosofia com Crianças” (2016). No quadriénio 2008-2012, foi responsável pela coordenação dos Professores Tutores. Atual Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Formadora  do Centro de Formação de Associação de Escolas de Lousada (1997-2002) e da Gest H – Consultores de Recursos Humanos (2000-2001).

As suas principais áreas científicas de investigação são a Filosofia – Cultura Portuguesa e a Estética mas a Psicologia, a Filosofia Aplicada, a Literatura e o Desenvolvimento Pessoal e Social constituem outras áreas de interesse.

 

Maria João Moutinho

CV a apresentar brevemente.

 

 

Sessão 3  | 21h-22h
11 de novembro 2019

João Teodósio, Escola Secundária do Fundão

Uma aprendizagem experiencial da Filosofia 

A publicação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória apresenta as principais linhas de força a considerar na estruturação da Educação para o século XXI e aí são indicados os respetivos princípios, a visão, os valores e as competências-chave. De igual modo, em 2015, a visão global da UNESCO para a Educação evidencia a necessidade de preparar os alunos para as competências e saberes-fazer do século XXI. Sublinha-se a necessidade de alterar o paradigma da Educação ainda vigente e considera-se que as aulas orientadas por modelos tradicionais não se adequam à visão que se pretende, sendo necessário preparar os alunos, além dos saberes, para competências essenciais: a promoção da criatividade, a capacidade de comunicação, o pensamento crítico, a inovação e a capacidade de resolver problemas através da cooperação. Assim, foi desenvolvido um trabalho que privilegia, sempre que possível, a possibilidade de uma aprendizagem experiencial da disciplina de Filosofia ancorada em três dimensões: a valorização das experiências pessoais dos alunos na consolidação dos conteúdos, a aplicação prática dos conteúdos da disciplina em atividades experimentais e o envolvimento dos alunos em projetos de valor construídos com base nas aprendizagens e reflexões ocorridas na disciplina, sem perder de vista o treino das operações intelectuais fundamentais da Filosofia: a conceptualização, a problematização e a argumentação, bem como o trabalho de análise, interpretação e comentário de um texto escrito e respetiva dissertação. O modelo de trabalho a desenvolver, dentro e fora da sala de aula, pretende também apresentar-se como um apelo à necessidade de inovar na didática da disciplina.

 

João Teodósio 

Licenciado em História e Filosofia (ensino de), em 1991, na Universidade dos Açores. Entre 1994 e 1999 foi responsável pela promoção e educação para a saúde em várias escolas da área educativa do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral onde também esteve envolvido na gestão escolar. Desde 1999 até hoje tem exercido funções docentes nas disciplinas de Filosofia e de História A no Agrupamento de Escolas do Fundão. Neste estabelecimento, para além do ensino das duas disciplinas, tem vindo a coordenar alguns projetos europeus, em regime de parceria, relacionados com a motivação escolar, o ambiente, o património e a educação. Em 2018 concluiu o mestrado, na Universidade da Beira Interior, no âmbito da aprendizagem experiencial da disciplina de Filosofia no Ensino Secundário.

 

 

Sessão 4  | 21h-22h
18 de novembro 2019

Maria Antónia Brandão, Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques – Vila das Aves

Desafios do cérebro (intervenção 1)

 

O projeto insere-se no DSI-4 Europeana e destina-se a alunos do 12º ano, no contexto da disciplina de Psicologia B.  Como introdução, foram apresentadas aos alunos as ideias principais do cenário de aprendizagem: compreender o funcionamento integrado do cérebro, discutir eventuais diferenças entre o cérebro masculino e feminino, identificar disfuncionamentos cerebrais e dar pistas para um cérebro mais saudável. No decurso do projeto, os alunos foram tomando algumas decisões, fazendo pesquisas, organizando informações e discutindo ideias.  O projeto terminou com a vinda à escola de um especialista da Universidade do Minho na Semana do Cérebro, uma atividade em parceria com a Biblioteca Escolar.

 

Maria Antónia Brandão

Professora de Filosofia, Psicologia e outras coisas mais… Mestranda na UAB  em Pedagogia do e-learning. eTwinner desde 2008, com 3 selos Nacionais de Qualidade e um Europeu. Participante no Projetos Europeana DSI 2 3 e 4.  Uma dos 30 vencedores da Europeana Education Competition 2019. Ex professora bibliotecária, atualmente  Coordenadora do Centro Qualifica, com muito orgulho. “Amo o longe e a miragem”  e vou com os alunos “até ao fim do mundo”.

 

Sérgio Alves, Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria,Cantanhede

Uma atividade de integração curricular entre Filosofia, Português e Cidadania e Desenvolvimento (intervenção 2)

 

Os alunos, a partir de leituras, mobilizam conhecimentos e competências das disciplinas de Filosofia, Português e Cidadania e Desenvolvimento visando a resolução de problemas a partir de trabalho colaborativo. A utilização de conhecimentos específicos das disciplinas, como a Teoria da Justiça de Rawls (Filosofia),  o uso de competências, por exemplo, relativas à análise da organização interna e externa dos textos, com interpretação do seu sentido global e intencionalidade comunicativa (Português) e a capacidade para refletir criticamente sobre formas de ação que visem a transformação social e contribuam decisivamente para a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas (Cidadania e Desenvolvimento) possibilitam que os alunos explicitem o impacto económico da corrupção e contributo para uma distribuição injusta de riqueza, definam princípios políticos de atuação para erradicação da corrupção, com vista a uma sociedade mais justa (com conhecimento da sua posição social ) e reflitam, a partir dos dados obtidos, sobre a relevância da aplicação da crítica de Camões à realidade de hoje.  Esta atividade de articulação curricular contempla a realização de avaliação sumativa (produto escrito e produto oral), sendo claramente compatível, do ponto de vista dos processos, com uma avaliação formativa.

 

Sérgio Alves

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realizou Estágio Pedagógico do Ramo de Formação Educacional. Professor do Ensino Secundário desde 1996. No decurso de carreira longa no Ensino Particular, foi responsável pela implementação de projetos na área da ‘Filosofia com crianças’ em contextos educativos sem essa tradição.

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