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O estado da arte | Edição janeiro de 2021

O ESTADO DA ARTE

Conquanto os problemas fundamentais da filosofia tenham sido colocado há séculos, a investigação teórica sobre eles continua a ser intensa, havendo atualmente inúmeras linhas de investigação em curso. Por sua vez, colocam-se hoje outros problemas práticos, resultantes dos desafios que o quotidiano levanta.
No ciclo temático “O estado da arte” pretende-se apresentar algumas das linhas mais recentes de investigação e discussão filosóficas. Com a ambição de ser um ciclo com várias edições ao longo do tempo, procurar-se-á em cada edição dedicar pelo menos uma sessão a uma das disciplinas mais nucleares da filosofia (filosofia do conhecimento, lógica, ontologia…) e as restantes a temas e áreas com uma dimensão mais prática.

As sessões decorrerão online, através da plataforma de videoconferência Zoom e terão a duração de uma hora.

Formação creditada na modalidade de curta duração, com efeitos na carreira docente, pelo CFAE Beira Mar.

2021 | SEGUNDA EDIÇÃO

Das 21h às 22h, às segundas e terças-feiras | Local: Zoom

Dia 11  | Sessão 1Filosofia e Neurociência: uma reflexão metodológica, por Steven Gouveia

Dia 12  | Sessão 2 Filosofia e Neurociência: uma reflexão metodológica, por Steven Gouveia

Dia 18  | Sessão 3Ética do altruísmo eficaz, por Steven Gouveia

Dia 19  | Sessão 4Ética do voto, por Steven Gouveia

Dia 25  | Sessão 5Após Kuhn: O choque kuhniano e as suas consequências para a Filosofia da Ciência, por Artur Galvão

Dia 26  | Sessão 6 – Após Kuhn: novos caminhos para a Filosofia da Ciência do séc. XXI, por Artur Galvão

Filosofia e Neurociência

As relações metodológicas entre a Filosofia e a Neurociência têm sido alvo de debate intenso nos últimos anos, principalmente desde a publicação da influente obra “Neurofilosofia” de Patrícia Churchland.  Nessa obra, defendia-se que os métodos de investigação filosóficos deveriam ser tendencialmente substituídos pelos métodos da investigação da ciência empírica, caso o objetivo fosse atingir progresso nos estudos da obscura mente consciente. Ora, esta posição tem vindo a ser contestada de diferentes formas. Neste seminário procuraremos analisar as diferentes abordagens que relacionam a filosofia e a neurociência: (i) a abordagem isolacionista, que defende que não há relacionamento possível; (ii) a abordagem da neurofilosofia redutiva, que defende que a filosofia deve tendencialmente ser substituída por uma co-teoria futura da neurociência e psicologia; (iii) a abordagem da neurofenomenologia, que procurar cruzar as duas disciplinas de forma peculiar; e, finalmente (iv) a abordagem neurofilosofia não-redutiva, que procura defender um cruzamento conceptual-empírico iteractivo e constante de forma a aprimorar, por um lado, os conceitos usados e, por outro, influenciar a própria forma de fazer neurociência.

 

Ética do altruísmo eficaz

Neste seminário debateremos uma das ideias mais interessantes oferecidas pela ética contemporânea: o Altruísmo Eficaz – a ideia de que devemos doar parte do nosso rendimento da forma mais racional e eficaz possível. No dia 16 de Abril de 2019, o mundo acordou com a notícia que a icónica Catedral de Notre Dame, em Paris, estava a arder, ficando parcialmente destruída. A Catedral recebeu mais de 600 milhões de euros em donativos em pouco mais de 24 horas. Ora, será que a recuperação de um edifício emblemático é de facto a melhor forma de doar o seu dinheiro? Será que há algo de imoral em doar para a Notre Dame quando milhares de crianças morrem todos os dias devido a problemas relacionados com pobreza extrema facilmente resolvidos? O Altruísmo Eficaz defende que doar para a Notre Dame é irracional e, por isso, imoral. Iremos analisar os principais argumentos a favor desta ideia, assim como as principais objeções que podem ser levantadas à mesma.

 

Ética do voto

A reflexão ética sobre o voto tem sido ignorada por muitos filósofos morais, cientistas e filósofos políticos por variados motivos. Ao contrário do que se possa pensar, votar é um ato profundamente ético: através do voto, elegemos um governo que pode tornar as nossas vidas melhores ou piores. Se fizermos más escolhas, podemos acabar a eleger políticos racistas, xenófobos, sexistas que aplicarão medidas racistas, xenófobas e sexistas. O processo eleitoral pode decidir, literalmente, com quanto dinheiro cada cidadão vai acabar o seu mês, se vai poder comprar os medicamentos que precisa, se vai poder garantir uma boa educação aos seus filhos, etc. Embora o ato em si seja bastante simples – uma mera cruz num papel com várias opções –, este tem profundas consequências éticas para os cidadãos de um estado. A forma como votamos pode, literalmente, tornar a sociedade melhor ou pior. Por isso mesmo, uma reflexão ética séria e ponderada deve ser feita sobre o voto. Devemos votar numa eleição? Se sim, porquê? Devemos abster-nos? O voto individual serve para alguma coisa? Devo informar-me antes de votar? A Educação melhora o conhecimento dos cidadãos? Estas são as questões que iremos aprofundar neste seminário sobre a Ética do Voto.

 

Após Kuhn: O Choque Kuhniano e as Suas Consequências para a Filosofia da Ciência

Partindo do choque causado pela “nova” Filosofia da Ciência desenvolvida por Kuhn, abordar-se-ão algumas das consequências e legados decorrentes do “triunfo” desta. Abordar-se-á, em particular, as “guerras científicas” que abriu com a sua metodologia historicista e analisar-se-ão algumas respostas. Um dos temas trabalhados será o da pertinência da Filosofia da Ciência após Kuhn, abrindo, deste modo, pontos de reflexão para o lugar e função da Filosofia da Ciência no século XXI.

 

Após Kuhn: novos caminhos para a Filosofia da Ciência do séc. XXI

Nesta sessão serão abordados alguns dos caminhos e tópicos que têm constituído o foco central da Filosofia da Ciência. A título de exemplo, serão analisadas a abordagem cognitiva e a abordagem dos “dados-intensivos” (Data-Intensive Science) na ciência e, ainda, tópicos como os do realismo/anti-realismo, dos valores, da explicação e do reducionismo. Mais do que um desenvolvimento profundo, visa-se apontar as várias linhas de problematização e reflexão que se encontram contemporaneamente na agenda dos filósofos da ciência, bem como alguns desafios para o futuro.

 

Oradores

Artur Galvão

Professor assistente na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa (Braga). Leciona as unidades curriculares de Epistemologia, Filosofia da Ciência, Filosofia da Linguagem, Lógica Informal e Argumentação e Investigação Orientada 1 e 2. Leciona/ou múltiplas unidades opcionais e seminários em áreas como Filosofia e o Amor, Filosofia no Cinema, Teorias da Racionalidade, Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas.Tem feito pesquisa no âmbito do pragmatismo e do pensamento tomista, tendo-se especializado no pensamento filosófico de A. MacIntyre e R. Rorty. É membro do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos. É secretário da Revista Portuguesa de Filosofia. Tem organizado e participado em Congressos Internacionais e realizado múltiplas conferências. Tem organizado e orientado múltiplas acções de formação de professores e de profissionais do mundo empresarial. Tem colaborado com conferências e workshops em escolas secundárias de todo o país.

 

Steven Gouveia

Investigador doutorando na Universidade do Minho (financiado pela FCT), orientado pelo filósofo Manuel Curado e pelo neurocientista Georg Northoff. É investigador-visitante na Minds, Brain Imaging and Neuroethics Unit do Royal Institute of Mental Health na University of Ottawa. É investigador no Mind, Language and Action Group, Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, e no Lisbon Mind & Reasoning Group, IFILNOVA – Universidade Nova de Lisboa. Publicou, como autor e editor, diversos livros académicos, sendo o mais recente “The Age of Artificial Intelligence: an Exploration” (Vernon Press), com a participação de Ben Goertzel, Dan Dennett ou David Pearce. Publicará muito brevemente “Homo Ignarus: Ética Racional para um Mundo Irracional”, contando com o prefácio de Peter Singer e posfácio de Viriato Soromenho-Marques. Foi orador na “Science of Consciousness Conference” (2019) e em diversas conferências nacionais e internacionais.  Mais informações: stevensgouveia.weebly.com

2021 | TERCEIRA EDIÇÃO
outubro/novembro
Filosofia da Religião
Filosofia e bioética
2022 | QUARTA EDIÇÃO
abril / maio
Filosofia da Arte
Filosofia e justiça social

PRIMEIRA EDIÇÃO 2019

2019 | PRIMEIRA EDIÇÃO | Das 21h às 22H
Filosofia do conhecimento | 19 de novembro 2019

Artur Galvão, Universidade Católica Portuguesa (Braga) | O valor do conhecimento: o advento da treta e do Keyfabe
Em 1980 Isaac Asimov argumentava estar a desenvolver-se nos EUA um culto da ignorância, assente na falsa noção de que “democracia significa que a minha ignorância é tão boa quanto o teu conhecimento”. Presentemente, o mundo ocidental democrático vê-se confrontado com o surgimento de múltiplos fenómenos culturais (p.e. ressurgimento da defesa da Terra plana e movimentos anti-vacina) que perpetuam a noção de que ter direito à opinião equivale a ter uma opinião de valor. Mais do que o lado ‘caricatural’ da audácia ignorante destes movimentos, devemos preocupar-nos com o facto de minarem a confiança, que tem norteado as sociedades ocidentais democráticas desde a sua fundação, no valor do conhecimento e da verdade. Nesse sentido, a treta e o kayfabe, tradicionalmente mais resguardados no espaço privado, invadiram o espaço público e ameaçam tornar-se dominantes. Partindo das reflexões de H. Frankfurt reanalisa-se o problema do valor do conhecimento.

Filosofia aplicada | 29 de outubro de 2019
Cecília Tomás, CEFI (Centro de Estudos de Filosofia) da Universidade Católica Portuguesa | Transhumanismo, singularidade e capitalismo de vigilância
Na era da Internet de todas as Coisas, do Big Data, da Inteligência Artificial e de todos os progressos ligados à tecnologia computacional, científica, médica e cognitiva, emerge um contexto filosófico associado à demarcação do ser humano como uma espécie de ‘humano aumentado’, cuja simbiose com a máquina permite a transcendência da génese humana e, assim, a criação da singularidade. Sinónimo de inteligência plena e mesmo de imortalidade, a singularidade é um conceito associado ao transhumanismo cuja dimensão ética remonta ao capitalismo de vigilância tão típico das sociedades contemporâneas desenvolvidas que hoje conhecemos e cujas ideias de inclusão e de diversidade parecem, cada vez mais, meras utopias.

05 de novembro 2019
Joaquim Escola, UTAD | A Filosofia numa civilização informacional digital
O mundo em que habitamos tem hoje a presença incontornável da tecnologia, deixando entrever a tendência para a incorporação no quotidiano de cada um continua de dispositivos tecnológicos, sobretudo os mais recentes saídos da revolução informática.
A filosofia  tem hoje no contexto tecnocientífico em que se desenvolve, ou no que Hans Jonas designou por civilização tecnológica, um espaço completamente aberto e interpelante para um conjunto de questões que urge pensar. São muitas as perguntas que emergem, no entanto, pretendemos discutir apenas quatro dos desafios com que a filosofia se debate numa sociedade informacional digital.
O primeiro grande desafio está centrado na relação com o tempo. O pensamento de Paul Virilio, em torno da dromologia, convida-nos a refletir sobre as implicações da velocidade na contemporaneidade. Como continuar a meditar filosoficamente num tempo acelerado, isto é, num tempo marcado pelo signo da rapidez e do imediato? A meditação filosófica tem como pressuposto a necessidade de um tempo distendido que não se compagina com a urgência que os “veículos mediáticos” impõem.
O segundo desafio prende-se com a participação e intervenção cidadã no ciberespaço numa sociedade que se pretende aberta e transparente.
O terceiro desafio que pretendíamos discutir é o desafio da construção da identidade pessoal, profissional no que Echeverria, desde o ensaio Telepolis,  tem designado por teletrabalho.
Por fim, o desafio das relações interpessoais, intersubjetivas, mas também profissionais que as redes sociais desencadearam.

12 de novembro de 2019
Sofia Miguens | Filosofia e feminismo: três casos
A história aprofundada das relações do feminismo com a filosofia está por fazer e seria certamente reveladora de disputas e linhagens em filosofia contemporânea. Os cruzamentos do feminismo com a filosofia são muitos: vão de concepções da corporeidade na relação com a mente ou espírito a questões de expressão (quer no sentido austiniano de prática performativa da linguagem, quer no sentido político de liberdade de expressão), até questões éticas, políticas e jurídicas relativas à liberdade e igualdade, exploração e dominação, justiça e reconhecimento. Assim sendo, os nomes da filosofia contemporânea relevantes para o feminismo são eles próprios muito diversos e associados a orientações distintas: da proximidade com o existencialismo de uma autora como Simone de Beauvoir, à proximidade com a Escola de Frankfurt de Seyla Benhabib, discípula de Habermas, à proximidade do pensamento de Derrida e Lacan de teóricas francesas como Hélène Cixous e Luce Irigaray, até à proximidade do contexto da filosofia anglófona de feministas como Catharine MacKinnon, Andrea Dworkin, Iris Marion Young ou Rae Langton, a diversidade é clara. Da mesma forma que as orientações filosóficas das autoras e activistas feministas são diversas, aquilo que historicamente interessou fazer foi muito diferente em épocas diferentes: da luta pelo voto, à discussão dos entendimentos do corpo e da identidade, a discussões sobre concepções sociais, políticas e legais de masculino e feminino, à defesa de ideias como a de que noções convencionais de género servem uma função de opressão, a batalhas legais em torno da circulação da pornografia no espaço público, até discussões da natureza da ética e de questões de âmbito antropológico amplo, como a convencionalidade da natureza humana e a natureza das nossas respostas morais. Nesta sessão serão explorados três exemplos.

Artur Galvão

Artur Ilharco Galvão é professor assistente na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa (Braga). Leciona as unidades curriculares de Epistemologia, Filosofia da Ciência, Filosofia da Linguagem, Lógica Informal e Argumentação e Investigação Orientada 1 e 2. Leciona/ou múltiplas unidades opcionais e seminários em áreas como Filosofia e o Amor, Filosofia no Cinema, Teorias da Racionalidade, Filosofia da Mente e Ciências Cognitivas.Tem feito pesquisa no âmbito do pragmatismo e do pensamento tomista, tendo-se especializado no pensamento filosófico de A. MacIntyre e R. Rorty. É membro do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos. É secretário da Revista Portuguesa de Filosofia. Tem organizado e participado em Congressos Internacionais e realizado múltiplas conferências. Tem organizado e orientado múltiplas ações de formação de professores e de profissionais do mundo empresarial. Tem colaborado com conferências e workshops em escolas secundárias de todo o país.

Cecília Tomás

Professora de Filosofia e Educação Especial. Doutoranda na área das Ciências da Educação sob a égide dos Desafios Éticos do Internet das coisas na Universidade Aberta. Mestre em Pedagogia do e-learning e Especializada em Educação Especial. Pós-graduada em Educação para a Cidadania e licenciada em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa. Investigadora no Centro de Estudos de Filosofia (CEFi) da Universidade Católica Portuguesa e no Laboratório de Ensino a Distância (LE@D) da Universidade Aberta, dedicando-se a investigar as implicações ético-filosóficas nas áreas da Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Web Semântica, Acessibilidade, Open Data e Personalização na educação.
Autora de trabalhos académicos tais como Web semântica e personalização: repercussões da interação semântica com recursos educacionais abertos na identidade virtual do estudante e nos ambientes de aprendizagem online e A acessibilidade das Plataformas eLearning em instituições de Ensino superior Público em Portugal: Contributos Iniciais. Autora de artigos internacionais dos quais se destaca OER Studies in Portugal – POERUP (Policies for OER Upstake). Participação no livro (com a escrita de artigos) Ensinar e Aprender Filosofia no Mundo Digital da CFUL (2014).

Joaquim Escola

Professor Auxiliar de nomeação definitiva da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Licenciado em Filosofia e Mestre em Filosofia Contemporânea pela Universidade de Coimbra,  Doutor em Educação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (2003).
Membro integrado do Centro de I&D – Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, onde colaborou como como Professor Convidado. Participa ainda em dois centros de investigação estrangeiros:  membro do Centro de I&D Educação Comparada da Universidade de Salamanca (Espanha) e do LAGERES da Universidade Federal da Paraíba – Brasil.
No quadro da gestão académica, desempenhou vários cargos: Diretor de Departamento de Educação e Psicologia, Vice Presidente da Escola de Ciências Humanas e Sociais, Presidente do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Humanas e Sociais, Membro do Conselho Académico da UTAD, diretor de vários ciclos de Estudo (Licenciaturas, Mestrados e Doutoramento em Ciências da Educação)
No domínio da investigação orientou várias dissertações de mestrado e teses de doutoramento e publicou vários livros, capítulos de livros, artigos científicos em revistas indexadas.
É conferencista convidado em congressos nacionais e internacionais.

Sofia Miguens

É professora e investigadora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde dirige o Instituto de Filosofia e o Gabinete de Filosofia Contemporânea. Foi investigadora visitante na Universidade de Nova Iorque e na Universidade de Sydney (Austrália) e professora visitante
em Amiens (França). Tem lecionado cursos e feito conferências em Espanha, França, Alemanha, Áustria, Turquia, Suíça, Finlândia, Austrália, Polónia, China, entre outros países. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Filosofia e Diretora do Departamento de
Filosofia da FLUP. Publicou dezenas de artigos em várias línguas nas suas áreas de especialidade (mente e linguagem, filosofia moral e história da filosofia contemporânea). É autora de oito livros, o mais recente dos quais é “Uma leitura da filosofia contemporânea: figuras e movimentos”, publicado em 2019 (Edições 70). Em 2019 publicará também The Logical Alien (Harvard University Press).

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