Share

Ciclo temático O trabalho filosófico: partilha de práticas | online

Ciclo temático “O trabalho filosófico”

A implementação generalizada das Aprendizagens Essenciais, o regime de autonomia e flexibilidade curricular e a defesa da importância da natureza articulada das aprendizagens apelam a novas práticas docentes. O trabalho colaborativo, nomeadamente através da partilha de dispositivos didáticos construídos pelos professores, é um caminho possível, e desejável, a percorrer.

É neste contexto que a Apf desafiou os professores de Filosofia a apresentar experiências, práticas ou recursos no ciclo temático O trabalho filosófico: partilhar práticas.

A apresentação decorrerá online, na modalidade de webinar. Cada uma destas sessões (num total de quatro) tem a duração de uma hora e decorrerá, previsivelmente de 28 de outubro a 18 de novembro de 2019.

                       

Sessão 1 | 21h-22h
28 de outubro de 2019

Teresa Morais, Escola Secundária São Pedro – Vila Real

A controvérsia construtiva como dispositivo didático-pedagógico promotor de competências argumentativas

A controvérsia construtiva é um método de aprendizagem cooperativa com potencial epistémico adequado às finalidades das aprendizagens essenciais da disciplina de filosofia, ao contribuir para o desenvolvimento de competências argumentativas, constituindo-se como um laboratório de aprendizagem do filosofar.

Em grupos cooperativos de quatro elementos, os alunos estudam um problema filosófico, clarificam os conceitos, identificam e avaliam as teorias e os argumentos, discutem, comparam e criticam, culminando o processo na assunção de uma posição pessoal fundamentada.

O confronto entre diferentes perspetivas, a discussão crítica e a exigência de contra argumentação, inerentes à controvérsia construtiva, promove nos alunos a formulação de bons argumentos e a modificação da sua posição sempre que as razões sejam suficientes.

Este processo (argumentar e contra-argumentar sobre a mesma questão) conduz a uma maior consciencialização da posição pessoal dos alunos, contribui para aumentar a clareza e a precisão do seu pensamento e torna-os pensadores críticos e reflexivos.

Neste webinar, apresentamos a sintaxe do método, as suas potencialidades como forma de estruturar a discussão de problemas filosóficos em pequenos grupos e os resultados já alcançados da sua aplicação.

 

Teresa Morais

Professora de Filosofia no Ensino Secundário desde 1986. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em Relações Interculturais pela Universidade Aberta.

Formadora de professores desde 1997 nas áreas da Educação Intercultural, Aprendizagem Cooperativa, Avaliação Formativa e Pensamento Crítico.

Membro do grupo WebPACT da UTAD e do Laboratório de Pensamento Crítico da Unidade de Aprendizagem e Desenvolvimento da UTAD.

Áreas de interesse: aprendizagem cooperativa, pensamento crítico, estratégias de promoção das capacidades argumentativas.

 

 

Sessão 2  | 21h-22h
04 de novembro de 2019

Graça Lopes, Agrupamento de Escolas de Lousada (intervenção 1)

Maria João Moutinho, Agrupamento de Escolas de Lousada (intervenção 2)

A cooperação como inovação pedagógica

A interdependência positiva aumenta significativamente o impacto nas aprendizagens. Os alunos desenvolvem uma grande autonomia e  uma atitude ativa na construção do conhecimento, favorecendo a consolidação do pensamento crítico. Neste contexto, o professor exerce o papel de facilitador da aprendizagem, monitorizando os grupos.

Na controvérsia académica um aluno inicia o processo com a apresentação do tema-problema e da tese que o grupo vai defender. Outro discente, do mesmo grupo, apresenta um argumento que serve de alavanca para a dialética, permitindo que outro aluno do grupo oponente apresente a sua tese conforme a teoria a defender pelo mesmo, seguindo-se os argumentos e os contra-argumentos.

 

Graça Lopes

Licenciada em Filosofia (1986), concluiu o Mestrado em Filosofia em Portugal e Cultura Portuguesa, em 1999, na Universidade do Minho. Profissionalização em regime de voluntariado, em 1991, pela Universidade Aberta (Curso de Qualificação em Ciências da Educação). Professora na Escola Secundária de Lousada, coordenou vários projetos: “Gabinete de Apoio ao Aluno” (2006), “Escola de Pais” (2007-2016) e “Filosofia com Crianças” (2016). No quadriénio 2008-2012, foi responsável pela coordenação dos Professores Tutores. Atual Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Formadora  do Centro de Formação de Associação de Escolas de Lousada (1997-2002) e da Gest H – Consultores de Recursos Humanos (2000-2001).

As suas principais áreas científicas de investigação são a Filosofia – Cultura Portuguesa e a Estética mas a Psicologia, a Filosofia Aplicada, a Literatura e o Desenvolvimento Pessoal e Social constituem outras áreas de interesse.

 

Maria João Moutinho

CV a apresentar brevemente.

 

 

Sessão 3  | 21h-22h
11 de novembro 2019

João Teodósio, Escola Secundária do Fundão

Uma aprendizagem experiencial da Filosofia 

A publicação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória apresenta as principais linhas de força a considerar na estruturação da Educação para o século XXI e aí são indicados os respetivos princípios, a visão, os valores e as competências-chave. De igual modo, em 2015, a visão global da UNESCO para a Educação evidencia a necessidade de preparar os alunos para as competências e saberes-fazer do século XXI. Sublinha-se a necessidade de alterar o paradigma da Educação ainda vigente e considera-se que as aulas orientadas por modelos tradicionais não se adequam à visão que se pretende, sendo necessário preparar os alunos, além dos saberes, para competências essenciais: a promoção da criatividade, a capacidade de comunicação, o pensamento crítico, a inovação e a capacidade de resolver problemas através da cooperação. Assim, foi desenvolvido um trabalho que privilegia, sempre que possível, a possibilidade de uma aprendizagem experiencial da disciplina de Filosofia ancorada em três dimensões: a valorização das experiências pessoais dos alunos na consolidação dos conteúdos, a aplicação prática dos conteúdos da disciplina em atividades experimentais e o envolvimento dos alunos em projetos de valor construídos com base nas aprendizagens e reflexões ocorridas na disciplina, sem perder de vista o treino das operações intelectuais fundamentais da Filosofia: a conceptualização, a problematização e a argumentação, bem como o trabalho de análise, interpretação e comentário de um texto escrito e respetiva dissertação. O modelo de trabalho a desenvolver, dentro e fora da sala de aula, pretende também apresentar-se como um apelo à necessidade de inovar na didática da disciplina.

 

João Teodósio 

Licenciado em História e Filosofia (ensino de), em 1991, na Universidade dos Açores. Entre 1994 e 1999 foi responsável pela promoção e educação para a saúde em várias escolas da área educativa do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral onde também esteve envolvido na gestão escolar. Desde 1999 até hoje tem exercido funções docentes nas disciplinas de Filosofia e de História A no Agrupamento de Escolas do Fundão. Neste estabelecimento, para além do ensino das duas disciplinas, tem vindo a coordenar alguns projetos europeus, em regime de parceria, relacionados com a motivação escolar, o ambiente, o património e a educação. Em 2018 concluiu o mestrado, na Universidade da Beira Interior, no âmbito da aprendizagem experiencial da disciplina de Filosofia no Ensino Secundário.

 

 

Sessão 4  | 21h-22h
18 de novembro 2019

Maria Antónia Brandão, Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques – Vila das Aves

Desafios do cérebro (intervenção 1)

O projeto insere-se no DSI-4 Europeana e destina-se a alunos do 12º ano, no contexto da disciplina de Psicologia B.  Como introdução, foram apresentadas aos alunos as ideias principais do cenário de aprendizagem: compreender o funcionamento integrado do cérebro, discutir eventuais diferenças entre o cérebro masculino e feminino, identificar disfuncionamentos cerebrais e dar pistas para um cérebro mais saudável. No decurso do projeto, os alunos foram tomando algumas decisões, fazendo pesquisas, organizando informações e discutindo ideias.  O projeto terminou com a vinda à escola de um especialista da Universidade do Minho na Semana do Cérebro, uma atividade em parceria com a Biblioteca Escolar.

 

Maria Antónia Brandão

Professora de Filosofia, Psicologia e outras coisas mais… Mestranda na UAB  em Pedagogia do e-learning. eTwinner desde 2008, com 3 selos Nacionais de Qualidade e um Europeu. Participante no Projetos Europeana DSI 2 3 e 4.  Uma dos 30 vencedores da Europeana Education Competition 2019. Ex professora bibliotecária, atualmente  Coordenadora do Centro Qualifica, com muito orgulho. “Amo o longe e a miragem”  e vou com os alunos “até ao fim do mundo”.

 

Sérgio Alves, Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria,Cantanhede

Uma atividade de integração curricular entre Filosofia, Português e Cidadania e Desenvolvimento (intervenção 2)

Os alunos, a partir de leituras, mobilizam conhecimentos e competências das disciplinas de Filosofia, Português e Cidadania e Desenvolvimento visando a resolução de problemas a partir de trabalho colaborativo. A utilização de conhecimentos específicos das disciplinas, como a Teoria da Justiça de Rawls (Filosofia),  o uso de competências, por exemplo, relativas à análise da organização interna e externa dos textos, com interpretação do seu sentido global e intencionalidade comunicativa (Português) e a capacidade para refletir criticamente sobre formas de ação que visem a transformação social e contribuam decisivamente para a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas (Cidadania e Desenvolvimento) possibilitam que os alunos explicitem o impacto económico da corrupção e contributo para uma distribuição injusta de riqueza, definam princípios políticos de atuação para erradicação da corrupção, com vista a uma sociedade mais justa (com conhecimento da sua posição social ) e reflitam, a partir dos dados obtidos, sobre a relevância da aplicação da crítica de Camões à realidade de hoje.  Esta atividade de articulação curricular contempla a realização de avaliação sumativa (produto escrito e produto oral), sendo claramente compatível, do ponto de vista dos processos, com uma avaliação formativa.

 

Sérgio Alves

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realizou Estágio Pedagógico do Ramo de Formação Educacional. Professor do Ensino Secundário desde 1996. No decurso de carreira longa no Ensino Particular, foi responsável pela implementação de projetos na área da ‘Filosofia com crianças’ em contextos educativos sem essa tradição.

 

 

NOTÍCIAS

Veja aqui todas as noticias APF mais recentes.

VER NOTÍCIAS

EVENTOS

Com carácter científico e didático, dirigidos a especialistas ou ao grande público, os eventos da Apf incluem seminários, palestras, ciclos temáticos, ações de formação creditada e cafés com filosofia.

CONHEÇA OS EVENTOS

RECURSOS

A Apf criou uma área de recursos para professores, estudantes e outros interessados na Filosofia.

VER RECURSOS

Partilhe!

Related Posts

Comments are closed.