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Filosofia e Ensino Outubro e novembro de 2018 | Ciclo de sessões online

O Currículo do Ensino Básico e Secundário têm quatro pilares base: Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória, flexibilidade e autonomia, aprendizagens essenciais e avaliação formativa.
O Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória inscreve um ideal de cidadão, desejavelmente o que tem de estar preparado para os desafios do século XXI, e é o referencial que justifica as opções curriculares.
Tendo sempre por base o definido nas “aprendizagens essenciais”, a flexibilidade implica a possibilidade de articulação intra e inter disciplinas, com o objetivo de se constituir uma visão capacitada e integrada dos saberes. Esta flexibilidade exige autonomia, ou seja, a corresponsabilização dos professores como gestores do currículo, aos quais é dada a possibilidade de efetuarem ajustes, tendo em consideração os objetivos pedagógicos que localmente se consideram mais adequados.
As aprendizagens essenciais são o que todo o aluno deve saber. Na gestão flexível do currículo, e tendo em retaguarda o Programa em vigor, o professor tem de obrigatoriamente a trabalhar os conhecimentos, capacidades e atitudes aí elencados, podendo enriquecê-los quer através da articulação com projetos e outros saberes disciplinares quer através do aprofundamento dos conhecimentos filosóficos.
Quebrando uma lógica de avaliação centrada apenas em resultados, à avaliação é dada uma dimensão formativa, pensada como instrumento para a aprendizagem.

Neste contexto, a Apf propõe, nos meses de outubro e novembro de 2018, um ciclo de quatro sessões online, sob o formato de webinar, com a duração de 1h30 minutos cada.

Sessão 1 | Dia 22 de outubro | Das 21h às 22h30

Filosofia e integração curricular, por Conceição Moreira e Isabel Bernardo

A integração curricular, ou seja, a possibilidade de se construírem atividades de aprendizagem na qual se cruzem diferentes área do saber e competências transversais (nomeadamente as presentes no Perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória) é uma das finalidades do Currículo do Ensino Básico e Secundário. Partindo do contexto legal em implementação, e tendo por base a noção de currículo que lhe está subjacente, pretende-se nesta sessão apresentar e refletir sobre experiências já implementadas em Filosofia, discutindo-se com os participantes a sua transferibilidade para outros contextos.

Sessão 2 | Dia 29 de outubro | Das 21h às 22h30

Ferramentas digitais na didática da Filosofia, por Sérgio Lagoa
A Escola sempre utilizou as tecnologias disponíveis na tentativa de melhorar a forma como os alunos aprendem. Hoje, existem inúmeros dispositivos e ferramentas digitais através dos quais é possível ensinar Filosofia, ou ensinar a filosofar, através de canais de comunicação impensáveis há alguns anos. Neste webinar tentaremos perceber como a Filosofia pode formar cidadãos críticos e ativos, dotados de virtudes cívicas, como sugere o Perfil do Aluno, capazes de trabalhar colaborativamente em comunidades de investigação fazendo uso das tecnologias disponíveis, tendo em conta algumas concepções metafilosóficas e as principais competências exigíveis: conhecimento filosófico, conceptualização, problematização e argumentação.

Sessão 3 | Dia 05 de novembro | Das 21h às 22h30

O ensaio filosófico, por Vera Vicente

Sessão 4 | Dia 12 de novembro | Das 21h às 22h30

A avaliação em Filosofia, por Aires Almeida

Avaliam-se as aprendizagens por diferentes razões e com diferentes finalidades. Assim, há também diferentes tipos de avaliação. Apesar de a avaliação sumativa ser provavelmente aquela sobre a qual mais se tem trabalhado, é a avaliação formativa que o projeto de autonomia e flexibilidade curricular destaca como a modalidade de avaliação mais relevante no apoio às aprendizagens. Por isso é apontada, no âmbito da avaliação interna, como a modalidade de avaliação privilegiada. Distinguir os diferentes tipos de avaliação e suas finalidades é o primeiro passo para uma melhor compreensão do que é suposto ser avaliado em cada contexto. Um dos aspetos fundamentais dessa distinção é tornar clara a diferença entre avaliar para classificar e avaliar sem classificar. Uma vez compreendida a diferença, há que saber como construir instrumentos de avaliação orientados para uma avaliação formativa (avaliar sem classificar). Serão apresentados e discutidos alguns exemplos concretos, tentando mostrar como isso funciona na prática, no apoio às aprendizagens.

DINAMIZADORES

Aires Almeida
Licenciado e mestre em Filosofia pela Universidade de Lisboa, é professor de Filosofia do quadro do AE Manuel Teixeira Gomes (Portimão). É co-autor de manuais escolares e de outros livros didáticos de Filosofia e autor de O Valor Cognitivo da Arte (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2010), além de vários artigos e capítulos de livros de Filosofia. É colaborador do grupo de investigação Lancog, do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Filosofia e dirige a coleção Filosofia Aberta, da editora Gradiva. É também formador de professores, nas áreas da didática da Filosofia, tendo dado formação e publicado sobre avaliação das aprendizagens.

Conceição Moreira
Professora na Escola Secundária Filipa de Vilhena – Porto. Mestre em Filosofia Política pela Universidade do Minho. Tem uma Pós-Graduação em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores. Co-autora do Programa de Ciência Política – 12.º ano.

Isabel Bernardo
Professora na Escola Secundária Lima-de-Faria, em Cantanhede. Licenciada em Filosofia, tem uma pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares. É coautora de um manual escolar. Tem dado formação de professores em didática da filosofia, educação e formação de adultos, bibliotecas escolares, competências digitais e introdução de dispositivos móveis na educação. Dinamizadora do projeto “Literacias na escola: formar os parceiros da biblioteca” do qual faz parte “O aprendiz de investigador” (aprendizinvestigador.pt).

Sérgio Lagoa
Licenciou-se em Filosofia em 1995, na Faculdade de Letras do Porto, é professor no ensino secundário. Fez mestrado em Pedagogia do E-Learning, com incidência em identidade digital e avaliação online. Mestrado em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário sobre metodologias de trabalho colaborativo e ferramentas online na didática da filosofia. Foi Professor Cooperante (orientador) da FLUP. É membro da direção da Apf , da direção do SINATEC e presidente da assembleia geral da ATE XXI – associação para formação. É palestrante convidado da ANVPC na área das implicações éticas da Sociedade da Informação. Tem como principais interesses a Didática da Filosofia e a Filosofia da Informação. Editor do site “Páginas de Filosofia”.

Vera Vicente

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